Comparativo entre 2002 e 2026 revela transformações no perfil dos veículos, na tecnologia dos motores e na composição das marcas no Brasil.
O mercado automotivo brasileiro passou por uma metamorfose estrutural nas últimas duas décadas. Em 2002, ano do pentacampeonato mundial, o setor era dominado por modelos populares básicos e movidos exclusivamente a gasolina ou álcool, termo que seria substituído por etanol apenas em 2010. A ausência de tecnologias como os motores flex e a irrelevância comercial dos SUVs, que só ganhariam tração com o Ford Ecosport em 2003, marcam o contraste com o cenário atual de 2026. Além da mudança no perfil dos veículos, a composição do mercado foi alterada pela ascensão das montadoras chinesas, que hoje dominam cerca de 50% das importações. Esse crescimento acompanhou a expansão da frota nacional, que mais que dobrou de tamanho, saltando de 18,4 milhões para mais de 40,3 milhões de unidades circulantes, refletindo a evolução do poder de compra e das preferências do consumidor brasileiro.
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