Venda de veículos no Brasil cresce 16% no primeiro semestre de 2026
O setor automotivo brasileiro registrou alta de 16% no primeiro semestre de 2026, levando a Fenabrave a elevar a projeção de crescimento anual para 8,6%.
Pontos principais
- O mercado de veículos novos atingiu 2,7 milhões de unidades emplacadas no acumulado do semestre.
- A Fenabrave revisou a projeção de alta para 8,6% em 2026, estimando 5,2 milhões de unidades vendidas.
- O segmento de automóveis e comerciais leves cresceu 20,11%, enquanto motocicletas subiram 14,10%.
- Junho teve o melhor desempenho para o mês em 13 anos, com 272,4 mil unidades licenciadas.
- O programa Carro Sustentável e a concorrência entre montadoras impulsionaram os resultados.
- O segmento de motos deve atingir recorde histórico com expectativa de alta de 10% no ano.
- Caminhões e ônibus mantêm projeções negativas para o fechamento do ano, apesar de incentivos do programa Move Brasil.
O mercado automotivo brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com um desempenho robusto, totalizando 2,7 milhões de unidades emplacadas, uma alta de 16,01% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi sustentado pelo segmento de automóveis e comerciais leves, que avançou 20,11%, e pelo setor de motocicletas, com crescimento de 14,10%. Em contrapartida, o segmento de veículos pesados, composto por caminhões e ônibus, manteve trajetória negativa com queda acumulada de 9,09% no ano. Diante do aquecimento da demanda, a Fenabrave elevou a projeção de crescimento anual para 8,6%, estimando o licenciamento de 5,2 milhões de unidades até dezembro.
O otimismo do setor é respaldado por fatores como a concorrência entre montadoras e o impacto positivo do programa federal Carro Sustentável. Analistas também apontam que a expectativa pelo programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, que promete financiamentos com taxas inferiores a 1% ao mês, influenciou o ritmo de vendas recente. Embora o segmento de motos caminhe para um recorde histórico, com previsão de alta de 10%, os setores de caminhões e ônibus permanecem com projeções negativas para o fechamento do ano, mesmo com os incentivos governamentais vigentes.
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