António Guterres alerta para a violência extrema de gangues e o grave subfinanciamento da ajuda humanitária no Haiti.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o Haiti enfrenta a crise mais severa do hemisfério ocidental, comparando a gravidade da situação à do Sudão e dos Territórios Palestinos. O país vive um cenário de instabilidade crônica agravado pelo vácuo político desde 2016 e pelo assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021. A violência desenfreada de gangues, que recrutam crianças para metade de suas fileiras, forçou o deslocamento interno de 1,5 milhão de haitianos. Apesar da chegada de tropas internacionais para apoiar a polícia local, a resposta humanitária enfrenta um gargalo crítico, tendo recebido menos de um quarto dos 880 milhões de dólares necessários para atender a população. A falta de recursos ameaça aprofundar a crise social e humanitária que assola o país.
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