Guterres apela por apoio internacional diante da crise no Haiti
Secretário-geral da ONU alerta para a grave instabilidade política e o domínio de gangues no país, pedindo urgência em ajuda humanitária.
Pontos principais
- António Guterres classificou a situação no Haiti como a crise de deterioração mais rápida no Hemisfério Ocidental.
- O país enfrenta um vácuo político desde 2016 e o controle de gangues em diversas áreas da capital.
- A violência causou 2,3 mil mortes e 1,1 mil feridos apenas neste ano, afetando gravemente mulheres e crianças.
- O Plano de Resposta Humanitária da ONU arrecadou apenas 25% dos US$ 880 milhões necessários para 2025.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, realizou uma visita ao Haiti para avaliar a escalada da crise de segurança e instabilidade política que assola a nação. Durante o encontro com o primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé, Guterres enfatizou que a comunidade internacional não pode ignorar a situação, considerada a mais crítica do Hemisfério Ocidental. O país sofre com a ausência de eleições regulares desde 2016 e o domínio crescente de gangues, que impõem um cenário de violência extrema contra a população civil. A escassez de recursos é um entrave significativo, visto que o Plano de Resposta Humanitária da ONU atingiu apenas um quarto da meta de financiamento necessária. A relevância do apelo reside na urgência de estabilizar o país, que enfrenta uma crise humanitária profunda com impactos diretos na segurança e na proteção de grupos vulneráveis.
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