Governo Trump questiona ASML sobre possível envio de máquinas à China
O governo dos EUA investiga a presença de máquinas de litografia avançadas na China, enquanto a ASML nega qualquer violação de sanções.
Pontos principais
- O Secretário de Comércio, Howard Lutnick, pressionou a ASML por suspeitas de que a China teria obtido equipamentos de litografia proibidos.
- A ASML refutou as alegações, afirmando que cumpre rigorosamente todas as restrições de exportação impostas pelos governos.
- A empresa destacou que não arriscaria suas licenças globais para atender clientes chineses de forma irregular.
- A tecnologia EUV é essencial para a produção de semicondutores de ponta e está sob rigoroso controle de exportação dos EUA.
- O caso reflete a crescente tensão geopolítica sobre o acesso a tecnologias críticas de fabricação de chips.
O governo do presidente Donald Trump intensificou o escrutínio sobre a ASML, gigante holandesa do setor de semicondutores, após relatos de que a China teria obtido equipamentos de litografia ultravioleta extrema (EUV) em violação às restrições de exportação. O Secretário de Comércio, Howard Lutnick, confrontou a liderança da companhia para esclarecer como a tecnologia teria chegado ao mercado chinês. Em resposta, a ASML negou as acusações, reiterando que segue estritamente as normas internacionais e que não teria interesse comercial em comprometer suas licenças globais. Este impasse reflete a prioridade da administração Trump em conter o desenvolvimento tecnológico de Pequim, utilizando controles de exportação como ferramenta central. Para a ASML, o episódio evidencia o desafio de operar em um cenário de tensões comerciais crescentes que impactam diretamente a cadeia de suprimentos global de semicondutores.
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