Ações da ASML caem após China iniciar produção de máquinas DUV
Papéis da ASML e de outras fabricantes de semicondutores recuaram após relatos de que uma estatal chinesa começou a produzir máquinas de litografia DUV.
Pontos principais
- As ações da ASML registraram queda superior a 7% após a divulgação dos relatos.
- Empresas como Applied Materials, Lam Research e BE Semiconductor também sofreram desvalorizações acentuadas.
- A produção chinesa de máquinas DUV (Deep Ultraviolet) é liderada por uma estatal com apoio governamental.
- A meta chinesa é produzir cerca de 20 máquinas no próximo ano, frente às 131 entregues pela ASML em 2025.
- Especialistas apontam que o equipamento chinês ainda apresenta limitações de desempenho e confiabilidade.
- A China busca reduzir sua dependência tecnológica externa devido às restrições de exportação impostas ao país.
- A participação da China nas vendas líquidas da ASML tem apresentado declínio nos últimos trimestres.
As ações da ASML, líder global em equipamentos para a fabricação de semicondutores, registraram uma queda acentuada durante o pregão após a circulação de relatos de que uma empresa estatal chinesa iniciou a produção em massa de máquinas de litografia DUV (Deep Ultraviolet). O movimento de desvalorização afetou todo o setor de tecnologia, com papéis de companhias como Applied Materials, Lam Research e BE Semiconductor também sofrendo recuos significativos, refletindo a preocupação dos investidores com a possível perda de mercado para a concorrência chinesa.
A tecnologia DUV é um componente crítico na cadeia de suprimentos global de chips. Embora a ASML mantenha o monopólio global na fabricação de máquinas EUV (Extreme Ultraviolet), essenciais para semicondutores de ponta, a iniciativa chinesa representa um esforço estratégico para contornar embargos de exportação e fortalecer a soberania tecnológica do país. Segundo dados de mercado, a produção chinesa atual é limitada, com estimativas de cinco unidades fabricadas neste ano e uma meta de 20 para o próximo, um volume ainda distante das 131 máquinas de imersão entregues pela ASML em 2025.
Apesar do impacto imediato no valor de mercado das empresas ocidentais, analistas observam que os equipamentos chineses ainda enfrentam desafios técnicos, incluindo menor desempenho e dependência de componentes importados, como peças de origem japonesa. A notícia ocorre em um momento em que a participação da China nas vendas líquidas da ASML já vinha apresentando retração, caindo de 19% no primeiro trimestre para 14% no segundo trimestre deste ano, em meio ao aperto contínuo das restrições comerciais globais.
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