Europa resiste a novas restrições dos EUA sobre exportação de chips
Governos europeus e a Holanda contestam limitações de Washington à venda de equipamentos de semicondutores da ASML para a China.
Pontos principais
- A Holanda intensificou esforços diplomáticos para evitar que os EUA ampliem sanções sobre equipamentos de chips.
- As restrições visam limitar a venda de máquinas de litografia de imersão DUV da ASML ao mercado chinês.
- O CEO da ASML, Christophe Fouquet, argumenta que as limitações atuais já restringem o acesso chinês a tecnologias avançadas.
- O projeto de lei MATCH Act busca restringir ferramentas de litografia ultravioleta profunda, impactando equipamentos consolidados no mercado.
A Europa, liderada pela diplomacia holandesa, manifestou resistência às recentes pressões do governo de Donald Trump para ampliar as restrições na exportação de equipamentos de fabricação de chips para a China. O impasse concentra-se no projeto de lei MATCH Act, que visa limitar o acesso chinês a tecnologias de litografia ultravioleta profunda, incluindo máquinas de imersão DUV da ASML. O governo holandês busca evitar que Washington imponha sanções adicionais que prejudiquem a capacidade de exportação da empresa, peça central na cadeia de suprimentos global.
Segundo o CEO da ASML, Christophe Fouquet, as restrições já em vigor são suficientes para impedir que a China avance em capacidades de ponta. A inclusão de equipamentos que operam no mercado há uma década nas novas medidas gera preocupações sobre a autonomia tecnológica europeia e o equilíbrio das relações comerciais, intensificando a disputa geopolítica entre Washington e Pequim pelo controle do setor de semicondutores.
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