A deterioração das contas públicas brasileiras gera cautela no mercado e deve restringir a flexibilização da política monetária pelo Banco Central.
A preocupação com a trajetória fiscal do Brasil tornou-se o principal entrave para a política monetária, pressionando o Ibovespa e limitando o espaço para reduções mais agressivas na taxa Selic. Segundo análise da AORIS Partners, a percepção de descontrole nas contas públicas desvinculou o comportamento dos juros futuros de indicadores tradicionais, como o preço do petróleo. O economista Marcos Breda destaca que, embora se espere uma redução de 0,25 ponto percentual, o Banco Central deve adotar uma postura cautelosa diante de riscos inflacionários e da atividade econômica aquecida. O cenário eleitoral e a incerteza sobre o cumprimento de metas fiscais reforçam a expectativa de que a taxa Selic permaneça em 14,25% até o final de 2026, frustrando projeções de uma flexibilização monetária mais ampla no curto prazo.
15 jun, 12:15
8 jun, 17:45
4 jun, 14:04
13 mai, 06:34
18 mar, 19:01
Carregando comentários...