Incerteza fiscal limita cortes da Selic e pressiona Ibovespa
A deterioração das contas públicas brasileiras gera cautela no mercado e deve restringir a flexibilização da política monetária pelo Banco Central.
Pontos principais
- A AORIS Partners projeta um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, elevando a taxa para 14,25%.
- A percepção de descontrole fiscal rompeu a correlação histórica entre o preço do petróleo e os juros futuros.
- O Banco Central deve manter tom cauteloso devido aos riscos de inflação e à atividade econômica aquecida.
- A taxa de juros básica deve permanecer em 14,25% até o final de 2026, segundo projeções da consultoria.
A preocupação com a trajetória fiscal do Brasil tornou-se o principal entrave para a política monetária, pressionando o Ibovespa e limitando o espaço para reduções mais agressivas na taxa Selic. Segundo análise da AORIS Partners, a percepção de descontrole nas contas públicas desvinculou o comportamento dos juros futuros de indicadores tradicionais, como o preço do petróleo. O economista Marcos Breda destaca que, embora se espere uma redução de 0,25 ponto percentual, o Banco Central deve adotar uma postura cautelosa diante de riscos inflacionários e da atividade econômica aquecida. O cenário eleitoral e a incerteza sobre o cumprimento de metas fiscais reforçam a expectativa de que a taxa Selic permaneça em 14,25% até o final de 2026, frustrando projeções de uma flexibilização monetária mais ampla no curto prazo.
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