O Fed manteve os juros entre 3,50% e 3,75% e sinalizou postura rígida, pressionando mercados globais e reduzindo ganhos do Ibovespa.
O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas em sua reunião de junho de 2026, mantendo a banda entre 3,50% e 3,75%. O encontro, que marcou a estreia de Kevin Warsh na presidência do banco central americano, foi marcado por uma postura considerada 'hawkish' pelo mercado. A autoridade monetária removeu sinalizações de cortes futuros e indicou que a inflação persistente, projetada em 3,6% para o final do ano, pode exigir novos aumentos. O 'dot plot' reforça essa cautela, com quase metade dos diretores projetando ao menos uma alta adicional até o fim de 2026, em um cenário onde o crescimento do PIB foi revisado para 2,2%.
A decisão repercutiu imediatamente nos mercados financeiros globais. O dólar se fortaleceu, superando os 100 pontos no índice DXY, o que pressionou ativos de risco. No Brasil, o Ibovespa, que operava com alta de 1% antes da divulgação, perdeu tração e encerrou o pregão com ganho marginal de 0,18%. O impasse interno no Fed, impulsionado pelos impactos do conflito no Irã sobre os preços do petróleo, mantém investidores em alerta. Agora, o foco do mercado local se volta para a decisão do Copom, com expectativas divididas entre a manutenção ou um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic.
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