A manutenção dos juros nos EUA e projeções de inflação persistente pelo Fed elevaram o dólar e pressionaram o mercado financeiro brasileiro.
O mercado financeiro brasileiro reagiu negativamente à decisão do Federal Reserve de manter as taxas de juros inalteradas e sinalizar condições restritivas por mais tempo nos Estados Unidos. O presidente do Fed, Kevin Warsh, reforçou que o combate à inflação permanece como prioridade, com o 'dot plot' indicando projeções de taxas mais elevadas para 2026, 2027 e 2028. A revisão para cima das estimativas de inflação, impulsionada por preocupações com choques de oferta no mercado de petróleo, frustrou as expectativas dos investidores e desencadeou um movimento global de aversão ao risco. Como reflexo, o Ibovespa reverteu ganhos iniciais e fechou em queda de 0,92%, aos 168.085 pontos, enquanto o dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,11.
A valorização dos títulos do Tesouro americano drenou recursos de mercados emergentes, aumentando a volatilidade local. Analistas apontam que a manutenção de juros altos nos EUA, combinada com a expectativa de redução da taxa Selic no Brasil, pode diminuir o diferencial de juros, reduzindo a atratividade do real. Agora, a atenção dos investidores se volta para as sinalizações do Copom para o segundo semestre, que serão determinantes para o comportamento dos ativos brasileiros diante do cenário externo desafiador.
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