Dependência de fertilizantes ameaça soberania alimentar do Brasil
Ex-ministra Kátia Abreu alerta para vulnerabilidade do setor agrícola brasileiro diante da alta dependência de insumos importados.
Pontos principais
- O Brasil importa cerca de 95% do potássio utilizado na produção agrícola nacional.
- O Estreito de Ormuz é identificado como um gargalo logístico crítico para o suprimento global de fertilizantes nitrogenados.
- O país desembolsou US$ 123 bilhões em importações de fertilizantes na última década.
- A Petrobras retomou a produção de fertilizantes, mas a capacidade atual ainda é insuficiente para atender à demanda interna.
- O uso de hidrogênio verde é apontado como alternativa estratégica para fomentar a produção local e reduzir custos.
A ex-ministra Kátia Abreu alertou para os riscos que a elevada dependência de fertilizantes importados impõe à soberania alimentar do Brasil. Com cerca de 95% do potássio utilizado no campo vindo do exterior, o agronegócio brasileiro torna-se vulnerável a tensões geopolíticas, especialmente em rotas críticas como o Estreito de Ormuz. O impacto financeiro é expressivo, com um gasto acumulado de US$ 123 bilhões em importações nos últimos dez anos, recursos que poderiam ter sido direcionados ao fortalecimento da indústria nacional. Embora a Petrobras tenha iniciado a retomada da produção de fertilizantes, a oferta atual ainda não supre a necessidade do setor. Especialistas defendem que o investimento em tecnologias como o hidrogênio verde é essencial para viabilizar a produção local, aumentar a competitividade do produtor brasileiro e mitigar os riscos de desabastecimento causados por crises externas.
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