Investidores estrangeiros retiraram recursos da Bolsa brasileira em maio, sinalizando desconfiança com a política fiscal e os juros elevados.
A Bolsa brasileira registrou uma inversão de fluxo em maio de 2026, com investidores estrangeiros retirando capital do mercado de ações. O movimento é impulsionado pela crescente preocupação com o cenário fiscal do país, que se tornou o principal ponto de atenção para o mercado, superando fatores externos. Analistas apontam que a curva de juros atual funciona como um plebiscito antecipado sobre a condução das contas públicas, refletindo a desconfiança dos agentes econômicos. Enquanto a renda variável sofre com a cautela, a renda fixa mantém um desempenho resiliente, acumulando R$ 118 bilhões em aportes no ano. Especialistas, como o economista Guilherme Carter, avaliam que a falta de avanços em reformas estruturais justifica a manutenção da taxa de juros pelo Copom, mantendo o ambiente de incerteza sobre a trajetória da dívida pública brasileira.
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