Candidaturas femininas crescem, mas representação no Legislativo segue baixa
Estudo aponta que, apesar do aumento de 925% nas candidaturas desde 1998, mulheres ocupam menos de 18% das cadeiras no Legislativo brasileiro.
Pontos principais
- O número de candidatas à Câmara dos Deputados cresceu 925% entre 1998 e 2022.
- A representação feminina atingiu 17,5% na Câmara e 17,8% nas assembleias estaduais em 2022.
- Desigualdade no acesso a recursos partidários e candidaturas 'laranjas' são apontadas como barreiras.
- A sub-representação feminina afeta a priorização de pautas como violência de gênero e políticas de cuidado.
Um estudo realizado pelo INCT-ReDem, utilizando dados do novo Portal da Classe Política da UFPR, revela um descompasso persistente na política brasileira: embora o número de candidaturas femininas tenha disparado 925% entre 1998 e 2022, a ocupação efetiva de cadeiras no Legislativo permanece desproporcional. Em 2022, as mulheres alcançaram apenas 17,5% das vagas na Câmara dos Deputados e 17,8% nas assembleias estaduais. Pesquisadores indicam que a disparidade é alimentada pela distribuição desigual de recursos partidários e pela persistência de candidaturas fictícias, conhecidas como 'laranjas'. Essa sub-representação é considerada um entrave para a inclusão de pautas prioritárias, como o combate à violência de gênero e a estruturação de políticas de cuidado, no orçamento público e na agenda legislativa nacional.
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