Analistas divergem sobre o impacto da reabertura do Estreito de Ormuz na política monetária dos EUA após acordo entre Washington e Teerã.
A reabertura do Estreito de Ormuz, viabilizada por um acordo entre o governo Trump e o Irã, gerou interpretações distintas entre analistas de mercado sobre os próximos passos do Federal Reserve. Para a estrategista Leslie Falconio, do UBS, a estabilização da rota comercial e a consequente redução na pressão sobre os custos de energia justificam uma postura de cautela prolongada, levando o banco a postergar a expectativa de cortes de juros para 2027. Em contrapartida, o economista-chefe do Citi, Andrew Hollenhorst, argumenta que o alívio inflacionário decorrente da normalização do fluxo marítimo não altera a trajetória da política monetária americana. Segundo Hollenhorst, a decisão do Fed permanece independente do impacto imediato da reabertura do estreito, sugerindo que o banco central deve manter os juros em patamares restritivos independentemente das oscilações geopolíticas recentes.
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