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Justiça aprova recuperação judicial do Grupo Toky

A holding que controla Tok&Stok e Mobly obteve aval judicial para reestruturar dívidas de R$ 1,1 bilhão, incluindo proteção contra despejos por 180 dias.

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Foto: G1 - Economia
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15/06 às 11:02 · atualizado 17:33

Pontos principais

  • A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo autorizou o processamento da recuperação judicial do Grupo Toky.
  • O grupo busca renegociar um passivo financeiro de R$ 1,1 bilhão acumulado após a fusão das marcas em 2024.
  • A decisão judicial veda despejos e medidas de desocupação contra imóveis estratégicos para a operação das empresas pelo prazo de 180 dias.
  • A empresa solicitou a liberação de R$ 77 milhões retidos pelo SRM Bank para garantir o pagamento de salários de 2 mil funcionários.
  • O processo permite a suspensão de cobranças e a continuidade das atividades operacionais das marcas Tok&Stok, Mobly e Guldi.
  • A companhia confirmou a decisão ao mercado e disponibilizou a íntegra do documento em seu portal de Relações com Investidores.

A Justiça de São Paulo, por meio da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, autorizou o processamento da recuperação judicial do Grupo Toky, holding que controla as varejistas Tok&Stok e Mobly. A decisão, confirmada oficialmente pela companhia nesta segunda-feira (15), visa reestruturar um passivo de R$ 1,1 bilhão, acumulado em um cenário de juros elevados e retração no consumo. Além da suspensão de cobranças por 180 dias, o juiz Henrique Inoue determinou a proibição de despejos ou medidas de desocupação contra imóveis considerados estratégicos para a operação das empresas, garantindo a manutenção das atividades físicas e digitais durante o período de renegociação.

Entre as prioridades imediatas da gestão está a liberação de R$ 77 milhões retidos pelo SRM Bank, montante vital para assegurar o pagamento dos salários de mais de 2 mil colaboradores. A fusão das marcas, concretizada em 2024, não foi suficiente para blindar o grupo contra as dificuldades estruturais que afetam o setor de móveis e decoração no país. Com a proteção judicial, a companhia busca agora um fôlego financeiro para reorganizar suas operações enquanto negocia novos prazos e condições com seus credores. A empresa informou que a íntegra da decisão está disponível em seu portal de Relações com Investidores e que manterá o mercado atualizado sobre os próximos passos do processo.

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