Justiça de SP concede antecipação de efeitos da recuperação judicial, suspendendo cobranças contra o Grupo Toky e suas marcas por 60 dias.
O Grupo Toky, controlador das varejistas Tok&Stok e Mobly, oficializou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para reestruturar um passivo de R$ 1,1 bilhão. Em uma decisão recente, o Judiciário concedeu a antecipação dos efeitos da recuperação, suspendendo por 60 dias todas as execuções e cobranças contra as seis empresas que compõem o grupo. A medida é considerada estratégica para proteger o fluxo de caixa das companhias enquanto o plano de reestruturação é analisado, garantindo a continuidade operacional das marcas em meio à crise no setor de móveis e decoração.
A companhia aponta que o cenário macroeconômico, marcado por juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito e o alto endividamento das famílias brasileiras, impactou severamente suas operações. Além da renegociação de dívidas, a empresa busca a liberação de R$ 77 milhões em recebíveis que haviam sido bloqueados pelo SRM Bank. O processo segue tramitando em segredo de justiça para evitar o agravamento da situação financeira do grupo perante o mercado.
Em paralelo à reorganização, a companhia promoveu uma mudança estrutural em sua liderança. André Ferreira Peixoto assumiu o cargo de CEO, acompanhado por Fabio Ferrante como CFO e Daniel Passos de Melo como COO. Os fundadores deixaram a gestão direta para atuar exclusivamente no conselho de administração. A transição ocorre em um momento em que fundos da SPX Capital, acionista da empresa, buscam vender suas participações, enquanto a nova diretoria tenta estabilizar o negócio diante das pressões dos credores e dos desafios estruturais do varejo nacional.
Folha de São Paulo - Mercado • 13 mai, 19:35
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