O ministro Fernando Haddad e o governador Tarcísio de Freitas intensificaram o embate sobre a transparência e a eficiência das privatizações paulistas.
O embate entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ganhou novos contornos com críticas à gestão de contratos estaduais. Além da divergência sobre a privatização da Sabesp, Haddad questionou a imposição de sigilo de 100 anos em aditivos da Linha 6 do metrô e acusou o governo paulista de realizar pagamentos adicionais para antecipar obras com fins de marketing político. O ministro argumenta que tais práticas comprometem a transparência e a eficiência dos projetos.
Em contrapartida, Tarcísio de Freitas sustenta que o modelo de concessões é o caminho necessário para a modernização da infraestrutura, citando a expansão do saneamento como prova de eficácia. O governador rebateu as críticas de Haddad, apontando falhas na visão estratégica da administração federal. O debate evidencia a crescente polarização política entre o governo estadual e o Planalto sobre o papel da iniciativa privada em serviços públicos essenciais.
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