Haddad e Tarcísio trocam acusações sobre situação fiscal de SP e do Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, debateram publicamente a situação fiscal do estado e do país, com acusações mútuas sobre responsabilidades e gestão econômica.
Pontos principais
- Fernando Haddad criticou Tarcísio de Freitas por afirmar que Haddad 'quebrou o País'.
- Haddad alegou que o governo Lula recebeu um déficit primário de mais de R$ 200 bilhões da gestão anterior.
- O ministro acusou Tarcísio de 'destruir as finanças' de São Paulo, resultando no pior resultado orçamentário da história do estado.
- Tarcísio de Freitas defendeu sua gestão, atribuindo a Haddad um legado de deterioração fiscal no governo federal, com aumento da dívida/PIB e juros altos.
- Tarcísio afirmou que Haddad 'não trabalhou durante três anos' e deixou um legado de endividamento e juros altos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), protagonizaram uma troca de acusações sobre a situação fiscal do estado e do Brasil. Haddad rebateu a declaração de Tarcísio de que ele teria 'quebrado o País', afirmando que o governo Lula herdou um déficit primário superior a R$ 200 bilhões da gestão anterior, incluindo calotes em precatórios e no Bolsa Família. O ministro também acusou Tarcísio de ter 'destruído as finanças' de São Paulo, resultando no pior resultado orçamentário já registrado, e que a situação do estado só não é mais grave devido à ajuda do governo federal e à alienação de patrimônio público.
Em resposta, Tarcísio de Freitas defendeu sua gestão e atribuiu a Haddad um legado de deterioração fiscal no governo federal, mencionando o aumento da dívida/PIB e a alta carga tributária. O governador afirmou que Haddad 'quebrou o Brasil', 'não trabalhou durante três anos' e deixou um legado de endividamento e juros altos, além de um aumento de sete pontos na relação dívida/PIB e recorde de recuperações judiciais. Tarcísio também ironizou a menção de Haddad a Donald Trump, afirmando que 'não faz política externa' em São Paulo.
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