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Israel ataca Beirute enquanto EUA e Irã negociam acordo de paz

Bombardeios de Israel em Beirute resultaram em três mortes e elevam tensões, ameaçando o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, sob críticas da ONU.

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Foto: G1 Mundo
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14/06 às 09:31 · atualizado 17:15

Pontos principais

  • O exército israelense bombardeou infraestruturas do Hezbollah em Beirute, resultando em três mortes confirmadas pelo governo libanês.
  • O ataque visou um centro de comando do Hezbollah em resposta a disparos de drones contra o norte de Israel.
  • O presidente Donald Trump e o governo do Irã estariam próximos de finalizar um acordo de paz mediado pelo Catar.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques e pediu moderação máxima das partes envolvidas.
  • Autoridades iranianas alertaram que a ação militar israelense pode inviabilizar o acordo e prometeram uma resposta.
  • O governo de Israel manifestou descontentamento por não participar das negociações diplomáticas em curso.
  • Guterres alertou para o impacto negativo que a escalada do conflito tem causado na economia global.

O exército de Israel intensificou seus ataques contra infraestruturas do Hezbollah nos subúrbios de Beirute, em resposta a recentes disparos de drones contra o território israelense. A ofensiva, que atingiu um centro de comando e resultou na morte de três pessoas segundo autoridades libanesas, ocorre em um momento de intensa movimentação diplomática. Relatos indicam que o presidente Donald Trump e o governo do Irã estão próximos de finalizar um acordo de paz mediado pelo Catar, visando interromper hostilidades regionais. Embora Israel tenha notificado o Comando Central dos EUA antes da operação, não há confirmação de que a Casa Branca tenha autorizado a ação militar.

Apesar do progresso nas negociações, o governo de Israel criticou a condução do processo, alegando ter sido marginalizado nas tratativas. Em resposta ao bombardeio, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente a ação, ressaltando que o ataque ocorre em um momento extremamente sensível para a resolução pacífica do conflito. Guterres exortou todas as partes a demonstrarem moderação máxima, alertando que a continuidade das hostilidades entre Israel, Irã e grupos aliados gera um impacto devastador na economia global.

Autoridades iranianas declararam que o ataque não ficará sem resposta, elevando o temor de que a escalada militar inviabilize o pacto, que prevê um cronograma de 60 dias para temas técnicos. A situação permanece instável, com Teerã sinalizando que a continuidade das operações israelenses coloca em risco direto a assinatura do acordo, que já enfrenta resistência política interna nos Estados Unidos. A comunidade internacional observa com cautela se a pressão diplomática da ONU será suficiente para conter novas ofensivas enquanto as partes buscam um cessar-fogo.

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