Acordo mediado pelo Paquistão prevê a reabertura do Estreito de Hormuz, o fim das operações militares e o início de negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O governo do Paquistão, com o respaldo do presidente Donald Trump, anunciou um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, encerrando 107 dias de hostilidades militares que impactaram severamente o comércio global de energia. O tratado, confirmado pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif e reiterado pelo presidente americano via rede social, estabelece um cessar-fogo imediato de 60 dias e a reabertura do Estreito de Hormuz. Como parte das medidas práticas, o Irã concordou com a retirada de minas navais da hidrovia, enquanto os Estados Unidos encerrarão o bloqueio naval. O pacto abrange todas as frentes de combate, incluindo o conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano, visando estabilizar a região do Golfo Pérsico.
A guerra, que gerou pressões inflacionárias globais e elevou a inflação anual nos EUA para 4,2% em maio, terá seu encerramento formalizado em uma cerimônia na Suíça, agendada para o dia 19 de junho. A mediação paquistanesa foi fundamental para o desfecho diplomático, que marca um passo significativo na política externa sob a atual gestão americana, estabelecendo um canal de diálogo para questões de longo prazo.
Embora o anúncio de Trump aponte para uma desescalada, ainda não há clareza total sobre os termos que exigem que o Irã abandone seu programa nuclear em troca da flexibilização de sanções econômicas. Até o momento, autoridades iranianas mantêm cautela e ainda não emitiram comentários públicos detalhando os compromissos assumidos pelo país no memorando de entendimento. A comunidade internacional aguarda a assinatura formal na Suíça para avaliar a viabilidade e a profundidade das concessões feitas por ambos os lados.
Politico White House • 14 jun, 18:56
InfoMoney • 14 jun, 18:49
Financial Times World • 14 jun, 18:41
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