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Ex-auditor acusa Ministério Público de fraude em delação premiada

Artur Gomes da Silva Neto alega ter sido enganado pelo MP em negociações sobre supostas fraudes de ICMS envolvendo grandes redes varejistas.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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22/05 às 06:34

Pontos principais

  • Artur Gomes da Silva Neto foi preso em agosto de 2025 por suspeita de envolvimento em fraudes fiscais.
  • A investigação apura o recebimento de propinas pelo ex-auditor de redes como Ultrafarma e Fast Shop.
  • O investigado enviou petição à Justiça contestando a conduta dos promotores durante as tratativas de delação.
  • A defesa afirma que o Ministério Público utilizou táticas enganosas para extrair provas contra o ex-auditor.

O ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, detido desde agosto de 2025, protocolou uma petição junto ao Poder Judiciário acusando o Ministério Público de conduta irregular. Segundo o investigado, promotores teriam utilizado táticas enganosas durante as negociações de sua delação premiada para obter provas relacionadas a um esquema de fraudes de ICMS. O caso, que ganhou repercussão por envolver supostos pagamentos de propinas por parte de grandes redes varejistas, como Ultrafarma e Fast Shop, coloca em xeque a validade dos elementos probatórios colhidos pela acusação. A contestação apresentada pela defesa busca invalidar as provas obtidas sob o argumento de que o processo de colaboração foi viciado. O Judiciário agora analisa as alegações do ex-auditor para determinar se houve abuso de autoridade ou se os procedimentos adotados pelo órgão ministerial permanecem dentro da legalidade.

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