Bolsa brasileira registra maior saída de capital estrangeiro desde 2022
O mercado brasileiro enfrenta fuga de investidores estrangeiros em meio a incertezas macroeconômicas globais e preocupações com o cenário doméstico.
Pontos principais
- O fluxo de saída de capital estrangeiro atingiu R$ 14,9 bilhões em maio, o pior resultado mensal desde 2022.
- O JPMorgan aponta que a alta nos rendimentos dos Treasuries americanos atrai recursos para ativos globais em detrimento de emergentes.
- A manutenção de juros elevados e o cenário eleitoral brasileiro aumentam a cautela dos investidores.
- Pesquisas eleitorais que indicam a liderança de Lula sobre Flávio Bolsonaro são citadas como fatores de incerteza para o mercado.
- A indústria de fundos local reflete o pessimismo, com resgates em fundos de ações e multimercados.
A B3 enfrenta um momento de forte pressão com a saída recorde de capital estrangeiro, totalizando R$ 14,9 bilhões em maio. Segundo análise do JPMorgan, o movimento é impulsionado por um cenário global adverso, onde a valorização dos Treasuries americanos e o foco do mercado em tecnologia drenam a liquidez de economias emergentes. Internamente, a combinação de juros em patamares elevados e a incerteza política, exacerbada pelo calendário eleitoral e pelas recentes pesquisas de intenção de voto, mantém o apetite ao risco contido. Esse cenário tem impactado diretamente a indústria de fundos local, que observa uma migração expressiva para a renda fixa enquanto fundos de ações e multimercados sofrem com resgates constantes. A perspectiva do banco para o curto prazo permanece cautelosa, sem sinais claros de reversão para o fluxo de capital estrangeiro no país.
Comentários
Carregando comentários...
