O modelo de cobrança por assinatura, comum nos EUA, cresce no Brasil para aumentar a transparência e reduzir conflitos de interesse em investimentos.
O mercado financeiro brasileiro tem adotado progressivamente o modelo de remuneração por fee fixo, uma prática consolidada nos Estados Unidos que busca alinhar os interesses entre assessores e investidores. Diferente do sistema tradicional de comissões por transação, que pode gerar conflitos de interesse na recomendação de produtos, o fee fixo funciona como uma assinatura baseada no patrimônio investido. A XP Investimentos é a principal impulsionadora dessa mudança, gerenciando atualmente mais de R$ 245 bilhões sob essa modalidade. Embora o modelo prometa maior transparência, especialistas destacam que a transição enfrenta barreiras culturais, dado o hábito enraizado dos brasileiros de considerarem a assessoria financeira um serviço gratuito. A adoção do formato reflete uma tentativa de profissionalizar a relação entre as partes, permitindo que o assessor atue de forma mais independente na gestão da carteira do cliente.
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