Adoção do modelo de fee fixo por assessores de investimentos saltou de 7% para 38% em dois anos, impulsionada pela busca por transparência.
O mercado financeiro brasileiro atravessa uma transformação estrutural na forma como assessores de investimentos são remunerados. Dados da consultoria AAWZ indicam que o modelo de fee fixo, que funciona como uma assinatura baseada no patrimônio do cliente, cresceu mais de cinco vezes nos últimos dois anos. A adesão ao formato, que cobra taxas recorrentes entre 0,4% e 1%, é impulsionada pela demanda por maior transparência e pelo alinhamento de interesses entre o profissional e o investidor. Grandes players do setor, como a XP, já contabilizam mais de R$ 245 bilhões em ativos sob esse modelo. Especialistas apontam que a tendência é de coexistência entre diferentes formas de remuneração, permitindo que o investidor escolha a opção que melhor se adeque ao seu perfil e objetivos de longo prazo, consolidando uma prática já consolidada no mercado americano.
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