O aumento nos juros dos títulos americanos eleva a pressão sobre ativos latino-americanos em um cenário de escassez de gatilhos de valorização.
Relatório do JPMorgan aponta que o aumento nos rendimentos dos Treasuries americanos tem exercido pressão significativa sobre os mercados da América Latina. O movimento eleva as taxas de desconto e incentiva a saída de capital de ativos de alto risco na região. Historicamente, o desempenho latino-americano é mais favorável quando a alta dos juros nos EUA é impulsionada pela inflação, e não pelo crescimento econômico, como ocorre atualmente. Enquanto setores de commodities mantêm certa resiliência devido à desvalorização cambial, a falta de gatilhos de curto prazo e o crescimento econômico instável limitam as perspectivas de valorização. Analistas observam que, embora o pico dos rendimentos americanos possa estar próximo, o cenário regional permanece dependente de desdobramentos políticos, com eleições no Brasil, Peru e Colômbia sendo cruciais para definir o futuro dos preços de ativos.
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