Tesouro Prefixado supera 15% com incertezas fiscais e eleitorais
A alta nos juros dos títulos públicos reflete a cautela do mercado diante de dados eleitorais e da pressão sobre o cenário fiscal brasileiro.
Pontos principais
- O Tesouro Prefixado 2029 atingiu a marca de 15,02% ao ano.
- Pesquisa Quaest indicou vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro, influenciando a curva de juros.
- O adiamento da auditoria do BPC e pautas no Senado geram incertezas fiscais.
- Dados de inflação nos EUA ficaram em linha com o esperado, aliviando o câmbio.
O mercado de renda fixa brasileiro registrou forte pressão nesta semana, com o Tesouro Prefixado 2029 rompendo a barreira de 15% ao ano. O movimento é impulsionado por uma combinação de incertezas fiscais internas e reações a novas pesquisas eleitorais, que apontam a liderança de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Investidores demonstram preocupação com o andamento de pautas econômicas no Senado e o adiamento de auditorias em programas sociais, como o BPC, o que eleva o prêmio de risco dos títulos públicos. Paralelamente, o cenário externo oferece um alívio pontual, já que os dados de inflação nos Estados Unidos vieram em linha com as expectativas. Contudo, a perspectiva de manutenção dos juros americanos em patamares elevados por mais tempo continua a limitar o otimismo local, mantendo a volatilidade na curva de juros brasileira.
Comentários
Carregando comentários...
