Governo é acusado de subestimar verbas de prevenção a desastres para liberar créditos extraordinários fora das metas fiscais.
O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que o governo federal tem subestimado intencionalmente as verbas destinadas ao combate e prevenção de desastres naturais no orçamento anual. Segundo o órgão, a estratégia é utilizada para viabilizar a abertura de créditos extraordinários, que, por lei, não entram no cálculo das metas fiscais. A manobra contábil permite ao Executivo contornar as regras de responsabilidade fiscal ao classificar despesas previsíveis como urgentes e imprevisíveis.
A prática levanta preocupações sobre a transparência das contas públicas, uma vez que os créditos extraordinários possuem critérios constitucionais rigorosos para sua aplicação. O TCU questiona a recorrência desse mecanismo, argumentando que o uso indevido do instrumento fragiliza o planejamento orçamentário e permite que o governo execute gastos fora dos limites estabelecidos pela legislação fiscal vigente.
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