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TCU aponta subestimação de gastos com desastres para burlar meta fiscal

Governo é acusado de subestimar verbas de prevenção a desastres para liberar créditos extraordinários fora das metas fiscais.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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10/06 às 04:33

Pontos principais

  • O Tribunal de Contas da União identificou a subestimação intencional de recursos para desastres no orçamento anual.
  • A prática permite ao governo abrir créditos extraordinários, que não são contabilizados nas metas fiscais.
  • O TCU questiona o uso recorrente desse instrumento para despesas que deveriam ser previsíveis.
  • A Constituição reserva créditos extraordinários apenas para situações urgentes e imprevisíveis.

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que o governo federal tem subestimado intencionalmente as verbas destinadas ao combate e prevenção de desastres naturais no orçamento anual. Segundo o órgão, a estratégia é utilizada para viabilizar a abertura de créditos extraordinários, que, por lei, não entram no cálculo das metas fiscais. A manobra contábil permite ao Executivo contornar as regras de responsabilidade fiscal ao classificar despesas previsíveis como urgentes e imprevisíveis.

A prática levanta preocupações sobre a transparência das contas públicas, uma vez que os créditos extraordinários possuem critérios constitucionais rigorosos para sua aplicação. O TCU questiona a recorrência desse mecanismo, argumentando que o uso indevido do instrumento fragiliza o planejamento orçamentário e permite que o governo execute gastos fora dos limites estabelecidos pela legislação fiscal vigente.

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