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PM de São Paulo aposenta tenente-coronel acusado de feminicídio

O oficial, preso preventivamente pela morte da soldado Gisele Alves Santana, foi transferido para a reserva remunerada pela Polícia Militar.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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10/06 às 16:31

Pontos principais

  • O decreto de transferência para a reserva foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo.
  • Geraldo Leite Rosa Neto é réu pelo feminicídio de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, ocorrido em fevereiro de 2026.
  • A defesa da família da vítima classificou a aposentadoria como um privilégio concedido pela corporação.
  • A PM declarou que o ato cumpre a legislação vigente e não anula processos criminais ou disciplinares em curso.
  • O Conselho de Justificação avalia a possível demissão do oficial, que depende de decisão do Tribunal de Justiça Militar.

A Polícia Militar de São Paulo oficializou a transferência para a reserva remunerada do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial encontra-se preso preventivamente sob a acusação de ter assassinado sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, em fevereiro de 2026. A decisão gerou críticas por parte da defesa da família da vítima, que apontou a celeridade do processo administrativo como um privilégio indevido diante da gravidade do crime imputado ao militar. Em nota, a corporação informou que o procedimento segue estritamente a legislação vigente e não interfere no andamento das esferas penal e administrativa. Atualmente, o Conselho de Justificação conduz a instrução para avaliar a exclusão do oficial dos quadros da PM, medida que, para ser efetivada com a perda definitiva do posto e da remuneração, requer uma sentença final do Tribunal de Justiça Militar.

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