PM de São Paulo aposenta tenente-coronel acusado de feminicídio
O oficial, preso preventivamente pela morte da soldado Gisele Alves Santana, foi transferido para a reserva remunerada pela Polícia Militar.
Pontos principais
- O decreto de transferência para a reserva foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo.
- Geraldo Leite Rosa Neto é réu pelo feminicídio de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, ocorrido em fevereiro de 2026.
- A defesa da família da vítima classificou a aposentadoria como um privilégio concedido pela corporação.
- A PM declarou que o ato cumpre a legislação vigente e não anula processos criminais ou disciplinares em curso.
- O Conselho de Justificação avalia a possível demissão do oficial, que depende de decisão do Tribunal de Justiça Militar.
A Polícia Militar de São Paulo oficializou a transferência para a reserva remunerada do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial encontra-se preso preventivamente sob a acusação de ter assassinado sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, em fevereiro de 2026. A decisão gerou críticas por parte da defesa da família da vítima, que apontou a celeridade do processo administrativo como um privilégio indevido diante da gravidade do crime imputado ao militar. Em nota, a corporação informou que o procedimento segue estritamente a legislação vigente e não interfere no andamento das esferas penal e administrativa. Atualmente, o Conselho de Justificação conduz a instrução para avaliar a exclusão do oficial dos quadros da PM, medida que, para ser efetivada com a perda definitiva do posto e da remuneração, requer uma sentença final do Tribunal de Justiça Militar.
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