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Pesquisa Quaest aponta preocupação com tarifas dos EUA no Brasil

Brasileiros temem impacto das tarifas de Trump, enquanto a opinião pública se divide sobre as causas políticas e a retaliação ao PIX.

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Foto: G1 Política
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10/06 às 07:31 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • 55% dos brasileiros temem que as tarifas de 25% impostas pelos EUA prejudiquem suas finanças pessoais.
  • 46% da população concorda com a tese de Lula de que as tarifas seriam uma retaliação ao sistema PIX.
  • 36% dos entrevistados apoiam a visão de Flávio Bolsonaro de que a medida é uma reação política de Lula contra os EUA.
  • 60% dos brasileiros apoiam que o governo classifique facções criminosas como organizações terroristas.
  • O setor financeiro brasileiro contesta a tese de que o PIX represente uma ameaça competitiva a empresas americanas.

Uma nova pesquisa da Quaest, realizada entre 5 e 8 de junho de 2026 com 2.004 eleitores, revela que 55% dos brasileiros temem os efeitos das tarifas de 25% impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos nacionais. O levantamento, que possui margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, destaca uma profunda polarização sobre a origem e a responsabilidade política do episódio. Enquanto 46% da população concorda com a narrativa do presidente Lula de que as medidas americanas seriam uma retaliação direta ao sistema PIX, 36% dos entrevistados endossam a versão do senador Flávio Bolsonaro, que atribui as tarifas a reações políticas de Lula contra os EUA. Outros 10% não concordam com nenhuma das explicações apresentadas.

O cenário reflete uma disputa de percepção pública, na qual Lula é visto por 47% como o melhor defensor dos interesses nacionais, superando os 37% atribuídos a Flávio Bolsonaro. Apesar da adesão popular à tese da retaliação ao PIX, o setor financeiro brasileiro mantém uma postura divergente, discordando da ideia de que o sistema de pagamentos instantâneos prejudique empresas americanas. Paralelamente, o levantamento aponta um consenso em temas de segurança pública, com 60% dos brasileiros apoiando a classificação de facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas.

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