Conflito no Irã reduz consumo global de petróleo e força países da Ásia-Pacífico a recorrer ao carvão devido à escassez de gás natural.
A guerra no Irã, que completa mais de 100 dias, tem gerado impactos profundos na matriz energética global. Com a menor disponibilidade e os preços elevados, a demanda mundial por petróleo deve recuar 1,1 milhão de barris por dia. Em contrapartida, os Estados Unidos projetam um aumento na sua produção, atingindo 14,2 milhões de barris diários até 2026. A instabilidade também afetou o fornecimento de gás natural do Catar, forçando nações da Ásia-Pacífico a aumentar o uso de carvão para suprir a demanda interna.
Embora o cenário atual favoreça fontes fósseis mais poluentes no curto prazo, especialistas indicam que a crise pode acelerar a transição para energias renováveis a longo prazo. Nesse contexto, autoridades da ONU aproveitam a instabilidade para intensificar a pressão por metas mais agressivas de descarbonização durante a COP31, buscando transformar a crise em um catalisador para investimentos em fontes limpas.
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