Paquistão e Afeganistão escalam conflito com bombardeios e ataques de drones, após Islamabad declarar "guerra aberta" por tensões fronteiriças e acusações mútuas sobre o Talibã do Paquistão (TTP).

Paquistão e Afeganistão protagonizaram uma escalada militar intensa, com o Paquistão declarando "guerra aberta" e bombardeando cidades afegãs, incluindo Cabul, Kandahar e Paktia. Em retaliação, o Talibã lançou ataques de drones contra instalações militares paquistanesas e prometeu uma "resposta apropriada e proporcional". Este confronto ocorre após dias de tensão na fronteira, impulsionada pela atuação do grupo Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), que o Paquistão acusa de se esconder em território afegão e organizar ataques de lá. O ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Muhammad Asif, enfatizou que a paciência do Paquistão se esgotou, caracterizando a situação como uma "guerra aberta" e acusando o Talibã de abrigar militantes internacionais e de retirar direitos básicos da população.
O TTP, também conhecido como Talibã do Paquistão, é um grupo extremista que busca derrubar o governo paquistanês e impor a sharia. Embora formalmente separado, o TTP mantém laços históricos e doutrinários com o Talibã afegão. A violência do TTP no Paquistão aumentou significativamente desde que o Talibã afegão retomou o poder em 2021, com atentados suicidas e emboscadas. O Paquistão, uma potência nuclear com um exército significativamente maior e força aérea eficaz, vê com desconfiança a aproximação diplomática do Afeganistão com a Índia, além da crescente violência militante em seu território.
Cabul, por sua vez, nega abrigar o TTP e acusa Islamabad de abrigar combatentes do Estado Islâmico. Ataques aéreos paquistaneses no Afeganistão e emboscadas do TTP no Paquistão na última semana foram o estopim para a escalada atual. Analistas preveem uma intensificação da campanha militar paquistanesa e retaliações afegãs através de ataques de guerrilha transfronteiriços. Diante da gravidade da situação, Irã, China, Rússia, Arábia Saudita e Turquia se ofereceram como mediadores, pedindo calma e moderação às partes envolvidas, enquanto a ONU pediu que ambos os lados protejam os civis e busquem uma solução diplomática para o conflito.
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