Universalização do saneamento até 2033 exige novos modelos operacionais
Especialistas apontam que a meta de universalização do saneamento no Brasil requer maior eficiência e regionalização para superar gargalos estruturais.
Pontos principais
- O Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020) aumentou a segurança jurídica e atraiu capital privado ao setor.
- A regionalização dos serviços é considerada uma estratégia essencial para viabilizar projetos em municípios menores.
- Altos índices de perda de água e desafios operacionais em áreas vulneráveis seguem como obstáculos críticos.
- Soluções como reúso de água industrial e tarifas sociais são fundamentais para a viabilidade econômica e social dos projetos.
Apesar dos avanços proporcionados pelo Marco Legal do Saneamento, especialistas avaliam que o cumprimento da meta de universalização dos serviços até 2033 exige a adoção de novos modelos operacionais. O cenário atual, impulsionado pela maior segurança jurídica e pela entrada de capital privado, criou um ambiente favorável para investimentos, mas a complexidade dos desafios estruturais, como as elevadas taxas de perda de água, ainda impõe barreiras significativas. Para viabilizar a expansão, a estratégia de regionalização dos serviços tem sido apontada como um caminho necessário para atender municípios de menor escala. Embora o alcance total da meta dentro do prazo estipulado seja visto com ceticismo por parte do setor, a continuidade dos investimentos e a implementação de soluções inovadoras, como o reúso de água, permanecem como pilares fundamentais para garantir a eficiência e a sustentabilidade do saneamento no Brasil.
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