Investimento em saneamento cresce 51%, mas ainda é insuficiente
Estudo aponta que o ritmo atual de aportes no setor não alcançará as metas de universalização do Marco Legal do Saneamento até 2033.
Pontos principais
- O investimento anual por habitante subiu de R$ 90,54 para R$ 137,02 desde 2020.
- Para cumprir o Marco Legal, o país precisa atingir um aporte anual de R$ 225 por habitante.
- O déficit total para universalizar os serviços de água e esgoto no Brasil é de R$ 431 bilhões.
- A região Sudeste concentra mais de 50% de todos os recursos investidos no período.
- Falhas na governança e ausência de agências reguladoras cadastradas na ANA travam o avanço do setor.
Embora o Brasil tenha registrado um crescimento de 51% nos investimentos em saneamento básico desde 2020, o ritmo atual de aplicação de recursos permanece aquém do necessário para atingir a universalização dos serviços até 2033, conforme estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, o aporte anual por habitante saltou para R$ 137,02, valor ainda distante da meta de R$ 225 por habitante exigida para viabilizar as obras estruturais necessárias. O cenário é agravado pela persistente desigualdade regional, com o Sudeste concentrando a maior parte dos investimentos, e por entraves regulatórios. A falta de agências reguladoras devidamente cadastradas junto à Agência Nacional de Águas (ANA) gera insegurança jurídica, dificultando a atração de capital privado e a fiscalização eficiente, o que mantém um déficit acumulado de R$ 431 bilhões para o setor.
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