Senador propõe suspender a reforma tributária por um ano, mas especialistas alertam para a necessidade de nova PEC e resistência no Congresso.
A proposta do senador Flávio Bolsonaro de suspender por um ano a implementação da reforma tributária, caso eleito presidente, enfrenta barreiras técnicas e políticas significativas. Como a reforma foi estabelecida por meio de uma emenda constitucional, qualquer alteração no cronograma exigiria a tramitação de uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o que demandaria maioria qualificada no Congresso, um cenário considerado improvável por analistas. A reforma tributária, que deve entrar em vigor em 2027, conta com amplo consenso entre diferentes espectros políticos e governos anteriores. Além do custo político de reverter uma medida estruturante já aprovada, a proposta encontra resistência no setor privado e entre governos estaduais, que já iniciaram investimentos robustos na adaptação de seus sistemas operacionais e fiscais para o novo modelo tributário.
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