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Proposta de Flávio Bolsonaro para adiar reforma tributária enfrenta obstáculos

Senador propõe suspender a reforma tributária por um ano, mas especialistas apontam barreiras técnicas e contestam alegações sobre carga tributária.

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Foto: InfoMoney
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09/06 às 13:04 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro defende o adiamento da reforma tributária sob o argumento de que o modelo elevaria a carga de impostos.
  • Especialistas em direito tributário afirmam que a reforma foca na simplificação do sistema e não no aumento da arrecadação.
  • Alterar o cronograma da reforma exigiria a aprovação de uma nova PEC, o que enfrenta resistência política no Congresso.
  • Setores público e privado já investem na adaptação de sistemas para o novo modelo, previsto para entrar em vigor em 2027.

A proposta do senador Flávio Bolsonaro de suspender por um ano a implementação da reforma tributária enfrenta barreiras técnicas e políticas significativas. Além da dificuldade de tramitar uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar o cronograma, especialistas contestam o argumento de que a reforma elevaria a carga tributária. Segundo analistas, o projeto foca na simplificação do sistema e na adequação às normas da OCDE, não havendo correlação direta entre a mudança no consumo e o aumento de impostos. O debate sobre a carga tributária, embora legítimo, é considerado por especialistas como uma questão a ser tratada em outras frentes, como a desoneração da folha. Enquanto isso, estados e empresas mantêm os investimentos necessários para a transição, que promete maior transparência ao consumidor final a partir de 2027.

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