Presidente do BRB é convocado pelo Senado para explicar caso Banco Master
Nelson Antônio de Sousa defendeu a solidez do BRB no Senado, enquanto o banco busca um aporte de R$ 8,8 bilhões após operações sob escrutínio com o Banco Master.
Pontos principais
- O presidente do BRB, Nelson Antônio de Sousa, foi convocado pela CAE do Senado para prestar esclarecimentos sobre a saúde financeira do banco.
- A instituição enfrenta pressão após o atraso no balanço de 2025 e operações sob escrutínio envolvendo a aquisição de R$ 12 bilhões em créditos do Banco Master.
- O Banco Central liquidou o Banco Master, intensificando as incertezas sobre as operações relacionadas ao BRB.
- O governo do Distrito Federal planeja um aporte de R$ 8,8 bilhões para reequilibrar o banco público, com apoio de empréstimo do FGC.
- Parlamentares, incluindo Renan Calheiros, criticaram a homologação de acordos pelo STF antes da transparência total dos balanços.
- A administração do BRB obteve o arresto de 23,5% das ações do grupo ligado ao Banco Master para mitigar prejuízos.
- O banco contratou auditoria independente (Machado Meyer e Kroll) para apurar fatos e reforçar controles internos.
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Sousa, compareceu à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para prestar esclarecimentos sobre a governança e a gestão de riscos da instituição. A audiência, marcada por forte pressão parlamentar, focou nas perdas decorrentes de operações com o Banco Master e na ausência de divulgação do balanço de 2025. O cenário foi agravado pela recente liquidação do Banco Master pelo Banco Central, o que gerou novas incertezas sobre a exposição do BRB. Durante o depoimento, Sousa defendeu a solidez da instituição, embora parlamentares tenham questionado a transparência dos dados e a necessidade urgente de aportes financeiros.
Para enfrentar a crise de liquidez, o governo do Distrito Federal planeja um aporte de R$ 8,8 bilhões. Paralelamente, um acordo de reestruturação homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) viabiliza o acesso a R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida foi alvo de críticas de senadores como Renan Calheiros, que questionou a homologação de acordos antes da devida prestação de contas. Parlamentares locais alertaram, ainda, para os riscos que a situação do banco impõe à governabilidade do Distrito Federal, dado o comprometimento de receitas estaduais como garantia para a operação.
Em resposta aos questionamentos, a gestão do BRB reiterou que uma auditoria independente, conduzida pelo escritório Machado Meyer e pela consultoria Kroll, foi contratada para apurar as operações e reforçar os mecanismos de controle interno. Como medida de proteção patrimonial, a administração informou ter obtido o arresto de 23,5% das ações do grupo ligado ao Banco Master. Apesar do déficit atual e das investigações em curso, a diretoria do banco mantém a projeção de recuperar ativos e retomar o lucro a partir de 2027.
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