Justiça das Bahamas autoriza busca por ativos do Banco Master
Decisão valida liquidação extrajudicial do banco e permite que liquidante brasileiro rastreie recursos no exterior para ressarcir credores.
Pontos principais
- Suprema Corte das Bahamas reconheceu a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025.
- A decisão autoriza a EFB Regimes Especiais de Empresas a atuar no território para localizar ativos, facilitando a cooperação jurídica internacional.
- Investigações apuram suspeitas de desvios de US$ 1 bilhão, incluindo a localização de cerca de R$ 1 bilhão em títulos do Tesouro americano.
- O juiz Raynard Rigby equiparou a autoridade do Banco Central do Brasil às normas de insolvência das Bahamas, permitindo o acesso a informações financeiras.
- O caso envolve o controlador Daniel Vorcaro e apura irregularidades como a compra de ativos inflados e garantias superavaliadas.
- A medida amplia o alcance da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, para além das fronteiras brasileiras.
A Suprema Corte das Bahamas reconheceu oficialmente o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, conferindo ao liquidante brasileiro, a EFB Regimes Especiais de Empresas, autoridade para rastrear ativos do grupo no exterior. A decisão do juiz Raynard Rigby fundamenta-se na cooperação internacional, reconhecendo o Banco Central do Brasil como autoridade de insolvência equivalente às normas locais. Este movimento é um desdobramento estratégico da liquidação decretada em novembro de 2025 para estancar irregularidades na instituição financeira e amplia o alcance da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, para além das fronteiras brasileiras.
O reconhecimento judicial é considerado um passo fundamental para a recuperação de valores destinados aos credores, permitindo que o liquidante investigue ativos, acesse informações financeiras e participe de ações judiciais no país. Entre os focos da investigação estão suspeitas de desvios de US$ 1 bilhão atribuídos ao controlador Daniel Vorcaro, além da busca por R$ 1 bilhão em títulos do Tesouro americano. As apurações também se concentram em práticas como a compra de ativos inflados e o uso de garantias superavaliadas, enquanto avançam as investigações sobre a saúde financeira do banco e possíveis acordos de delação.
Comentários
Carregando comentários...
