EUA revogam cota de ingressos para torcedores do Irã na Copa de 2026
A Federação de Futebol do Irã denunciou o cancelamento de ingressos e restrições de vistos, em meio a tensões diplomáticas e um cessar-fogo frágil na região.
Pontos principais
- A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) confirmou a revogação da cota de 8% de ingressos destinada aos torcedores iranianos.
- O governo iraniano acusa os EUA de interferência política indevida na organização do torneio e violação da igualdade esportiva.
- A delegação iraniana está concentrada em Tijuana, no México, devido a restrições de entrada impostas pelo governo Trump.
- O secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou que indivíduos com vínculos à Guarda Revolucionária Islâmica podem sofrer restrições de entrada.
- A FFIRI solicitou formalmente a intervenção da FIFA para garantir a neutralidade na distribuição de ingressos.
- O incidente ocorre a poucos dias do início do torneio, em um contexto de tensões diplomáticas elevadas e um cessar-fogo considerado frágil entre Irã, EUA e Israel.
A Federação de Futebol do Irã denunciou que as autoridades dos Estados Unidos revogaram a cota de 8% de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a Copa do Mundo de 2026. A medida, anunciada a poucos dias do início oficial do torneio, impacta o planejamento de torcedores que já haviam organizado suas viagens e é classificada pelo governo iraniano como uma interferência política indevida na logística do evento. A FFIRI solicitou a intervenção da FIFA, argumentando que a decisão compromete o espírito de igualdade das competições internacionais e prejudica a presença da torcida iraniana nos estádios em um momento de instabilidade geopolítica.
Paralelamente, a delegação iraniana enfrenta severas restrições logísticas, sendo obrigada a se hospedar em Tijuana, no México. O governo americano concedeu autorização de entrada aos atletas e comissão técnica apenas para o cumprimento de treinos e jogos, proibindo a permanência prolongada em solo americano. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou que indivíduos com vínculos ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica podem sofrer restrições adicionais de entrada, complicando a rotina da equipe que precisará realizar deslocamentos constantes entre a fronteira e os locais das partidas.
O cenário de incerteza é agravado pelas tensões diplomáticas entre as nações, que envolvem também Israel e ocorrem sob um cessar-fogo considerado frágil. A situação levanta preocupações globais sobre a politização de eventos esportivos e o impacto de conflitos regionais na integridade de competições internacionais. Até o momento, a entidade máxima do futebol mundial não emitiu comunicados oficiais sobre o cancelamento dos ingressos ou sobre as implicações diplomáticas que a situação impõe à organização do evento, mantendo o impasse sobre a participação plena dos torcedores iranianos na Copa.
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