Levantamento aponta que menções sobre preços e inflação em balanços corporativos atingiram o maior nível desde o choque de 2022.
Empresas brasileiras listadas nos Estados Unidos enfrentam o maior nível de preocupação com precificação e margens desde o período pós-pandemia. Segundo dados da consultoria Bridgewise, o primeiro trimestre de 2026 registrou 2,1 mil menções a esses temas nos balanços corporativos, evidenciando um cenário de pressão semelhante ao choque de oferta observado em 2022. O levantamento aponta que a estratégia atual das companhias está voltada à proteção da rentabilidade, em detrimento de novos investimentos em crescimento, com uma proporção de 4,5 menções a preços para cada referência a expansão. Entre as empresas que mais abordam o tema estão gigantes como Vale, Braskem e Petrobras. A frequência dessas sinalizações nos relatórios de resultados reflete a dificuldade das organizações em repassar custos em um ambiente de juros elevados e inflação resistente, servindo como um termômetro da saúde operacional do setor corporativo brasileiro no mercado internacional.
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