Associações do setor financeiro manifestam apoio ao Banco Central
Entidades do mercado financeiro defendem a autoridade do Banco Central contra interferências judiciais em normas técnico-prudenciais da autarquia.
Pontos principais
- Seis associações, incluindo Febraban e ABBC, emitiram nota conjunta em defesa do Banco Central.
- O setor critica a substituição de critérios técnicos do BC por decisões judiciais, apontando insegurança jurídica.
- O Banco Central endureceu regras de capital e governança para mitigar riscos de fraudes e lavagem de dinheiro.
- Cerca de 339 instituições podem ser afetadas pelas novas exigências de capital a partir de julho.
- O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, reiterou a prioridade da segurança do sistema financeiro.
Seis associações representativas do setor financeiro, incluindo a Febraban e a ABBC, publicaram uma nota conjunta em defesa da autoridade do Banco Central. A manifestação responde a decisões judiciais que suspenderam normas do regulador, gerando incertezas sobre a supervisão do mercado. As entidades argumentam que a substituição de critérios técnicos por via judicial compromete a segurança jurídica e a estabilidade do sistema financeiro nacional. O embate ocorre em um momento em que o BC endureceu regras de capital mínimo e governança para instituições e fintechs, visando mitigar riscos de fraudes e lavagem de dinheiro. Com a implementação prevista para julho, cerca de 339 instituições podem ser desenquadradas das novas exigências. O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, reforçou que a segurança do sistema financeiro permanece como a prioridade da autarquia frente aos questionamentos judiciais.
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