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Advogados usam textos invisíveis para manipular IA em tribunais

Técnica de inserir comandos ocultos em petições busca enganar algoritmos de análise jurídica, gerando multas e investigações pelo país.

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Foto: G1 - Economia
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09/06 às 05:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Casos de 'prompt injection' foram identificados em tribunais de São Paulo, Pará, Minas Gerais e Paraíba.
  • A prática envolve a inserção de textos em fonte branca sobre fundo branco para induzir o comportamento de sistemas de IA.
  • O CNJ reforça a necessidade de revisão humana e estuda novas diretrizes para o uso seguro da tecnologia.
  • Tribunais implementam 'comandos defensivos' para que sistemas de IA ignorem instruções maliciosas inseridas nos processos.

Tribunais brasileiros têm registrado tentativas de manipulação de sistemas de inteligência artificial por meio de técnicas de 'prompt injection', onde advogados inserem comandos invisíveis em petições para induzir decisões automatizadas. No Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), foram identificados documentos processuais que utilizavam fonte branca sobre fundo branco para ocultar instruções destinadas a manipular a interpretação de ferramentas de IA utilizadas por juízes e assessores. A prática, que também ocorre em estados como Pará, Minas Gerais e Paraíba, já resultou na aplicação de multas e na abertura de investigações, sendo apontada por especialistas como apenas a ponta do iceberg em um desafio crescente para a integridade do Judiciário.

Em resposta, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reafirmou a obrigatoriedade da revisão humana em todas as decisões judiciais e avalia novas diretrizes de segurança. Paralelamente, as cortes começaram a implementar 'comandos defensivos' em seus algoritmos, instruindo as ferramentas a ignorar instruções maliciosas inseridas pelas partes. O cenário acende um alerta sobre a necessidade de maior rigor na verificação de documentos digitais e a urgência de aprimorar a governança tecnológica para garantir que a automação não comprometa a confiabilidade das decisões judiciais.

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