O Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaurou inquéritos administrativos e criminais para investigar o uso de técnicas de prompt injection em petições eletrônicas. A prática consiste na inserção de comandos ocultos para manipular modelos de inteligência artificial, visando contornar filtros de admissibilidade ou obter decisões enviesadas. O presidente da corte, ministro Herman Benjamin, ordenou a apuração rigorosa, que inclui a análise da conduta de advogados e escritórios possivelmente envolvidos na tentativa de fraude em 11 processos criminais identificados pelo tribunal.
O debate sobre a integridade da automação no Judiciário ganhou força após episódios recentes em outras esferas, como o caso de advogadas no Pará multadas por tentarem manipular a IA 'Galileu' em um processo trabalhista, embora a defesa negue intenção de fraude. Apesar de o sistema STJ Logos ter bloqueado as instruções maliciosas, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou a criação de um banco nacional de prompts para padronizar defesas e mitigar vulnerabilidades em tribunais de todo o país. As investigações seguem em curso para identificar os responsáveis pelas tentativas de burlar os mecanismos de triagem processual.
G1 - Economia • 21 mai, 00:01
Agência Brasil - EBC • 20 mai, 18:41
InfoMoney • 20 mai, 18:59
20 mai, 00:02
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