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ONU protesta contra prisão de mulheres por vestimenta no Afeganistão

A ONU condenou a detenção de mulheres em Herat pelo Talibã, que justifica as prisões pelo descumprimento de normas rígidas de vestimenta.

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Foto: SCMP - World
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08/06 às 11:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Unama manifestou preocupação oficial com as prisões de mulheres na cidade de Herat.
  • A polícia moral do Talibã justifica as detenções como punição por violações ao código de vestuário.
  • O regime afegão mantém uma interpretação rigorosa da lei islâmica para restringir a vida pública feminina.
  • Desde 2021, o governo tem intensificado medidas que limitam a liberdade e os direitos fundamentais das mulheres no país.

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) expressou forte preocupação com as recentes detenções de mulheres na cidade de Herat. Segundo relatos de moradores, a polícia moral do Talibã realizou as prisões sob a justificativa de descumprimento das rígidas normas de vestimenta impostas pelo regime. A ONU tem monitorado a situação e solicitado esclarecimentos sobre os abusos, alertando para o agravamento da repressão contra a população feminina na região. Desde que reassumiu o poder em 2021, o governo afegão implementou uma série de restrições severas que limitam a liberdade de circulação, a educação e a participação das mulheres na vida pública. A aplicação rigorosa da lei islâmica pelo Talibã tem gerado crescente isolamento diplomático e preocupação global sobre o futuro dos direitos fundamentais no país, sendo classificada por organizações internacionais como um esforço sistemático de exclusão social.

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