Repressão do Talibã a protestos sobre vestimenta deixa mortos e feridos
Manifestações contra o código de vestimenta do Talibã em Herat resultaram em mortes, feridos e prisões, elevando a tensão social no Afeganistão.
Pontos principais
- Protestos em Herat foram motivados pela detenção de mulheres acusadas de violar o código de vestimenta obrigatório.
- Relatos indicam que pelo menos uma pessoa morreu e várias ficaram feridas durante a dispersão policial.
- Autoridades do Talibã negam prisões arbitrárias e afirmam que a atuação visa apenas orientar sobre o uso do hijab.
- A ONU manifestou preocupação com a repressão e instou o regime a respeitar os direitos fundamentais e a igualdade perante a lei.
Manifestações contra as rígidas diretrizes de vestimenta impostas pelo Talibã em Herat, no oeste do Afeganistão, foram reprimidas violentamente pelas forças de segurança. O confronto, que teria sido desencadeado pela detenção de mulheres, resultou em pelo menos uma morte e diversos feridos, conforme relatos de testemunhas e vídeos não verificados que mostram agentes utilizando armas de fogo para dispersar a multidão. Enquanto o regime nega as detenções e alega que os inspetores apenas oferecem orientações sobre o uso do hijab, a ONU expressou profunda preocupação com a escalada da violência e a supressão de direitos fundamentais. Desde 2021, o endurecimento das restrições impostas pelo governo tem gerado crescente insatisfação popular, com qualquer forma de dissidência pública sendo combatida com força física, o que limita severamente as liberdades civis e a igualdade no país.
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