O setor de crédito privado acumulou R$ 41 bilhões em saídas no bimestre, mas o ritmo de resgates apresentou sinais de desaceleração em maio.
Os fundos de crédito privado enfrentaram um período de forte pressão em maio, registrando saídas líquidas de R$ 19 bilhões. O movimento, que totaliza R$ 41 bilhões em resgates no bimestre, foi impulsionado por preocupações com a saúde financeira de grandes companhias, como Braskem e Raízen, que passaram por processos de reestruturação de dívidas. Embora o cenário ainda seja de cautela, os dados de maio indicam uma desaceleração de aproximadamente 50% no ritmo de saques em comparação a abril, sinalizando uma possível estabilização do mercado. Contudo, a rentabilidade das cotas segue abaixo do CDI, e a volatilidade deve continuar sendo uma marca do setor. Especialistas alertam que a incerteza sobre a trajetória da taxa Selic, com projeções de atingir 14% ao ano em 2026, e as pressões inflacionárias globais mantêm os investidores em estado de alerta.
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