Familiares de vítimas dos ataques de 2023 defendem que o sigilo médico seja flexibilizado quando pacientes representam riscos graves à sociedade.
Após a conclusão de um inquérito público de 14 semanas sobre os ataques de Nottingham, ocorridos em junho de 2023, familiares das vítimas iniciaram um movimento por mudanças na legislação de sigilo médico no Reino Unido. O grupo defende que profissionais de saúde devem ter a prerrogativa de romper a confidencialidade quando um paciente apresenta riscos graves e iminentes à segurança pública. A discussão foi motivada pelo histórico do autor dos crimes, Valdo Calocane, cujo acompanhamento psiquiátrico anterior ao atentado teria sido resguardado pelo sigilo, impedindo alertas sobre seu comportamento violento.
O debate coloca em xeque o equilíbrio entre a ética da confidencialidade na relação médico-paciente e o dever de proteção social. Em conferência realizada em Londres, os familiares enfatizaram que a prioridade deve ser a prevenção de tragédias, sugerindo que o sistema atual falhou ao não priorizar a segurança da população diante de pacientes com transtornos mentais graves.
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