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Preços do petróleo sobem e ouro recua após escalada entre Irã e Israel

A intensificação do conflito no Oriente Médio impulsiona o petróleo, com o Brent superando US$ 97, enquanto o ouro recua em meio à volatilidade global.

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Foto: Bloomberg - Markets
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07/06 às 19:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O petróleo Brent subiu 4,35%, atingindo US$ 97,14 por barril, após novos ataques entre Israel e Irã.
  • A Força Aérea de Israel realizou ataques contra alvos militares no Irã em resposta a disparos de mísseis.
  • O conflito atinge a marca de 100 dias, intensificando temores sobre a oferta global de energia.
  • Autoridades iranianas declararam que bases dos EUA e de aliados na região podem se tornar alvos.
  • A OPEP+ anunciou um aumento na produção de 188 mil barris por dia a partir de julho para conter a volatilidade.
  • Preocupações crescem sobre possíveis bloqueios no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de energia.
  • O ouro mantém trajetória de queda em meio à instabilidade dos mercados financeiros.

Os preços do petróleo registraram alta superior a 4% nos mercados internacionais após a intensificação dos confrontos militares entre Israel e Irã. O barril do Brent atingiu US$ 97,14, refletindo a reação imediata à troca de ataques entre as nações. Este episódio, que marca o rompimento do cessar-fogo vigente desde abril, ocorre em um momento em que autoridades iranianas sinalizam que bases dos EUA e de aliados na região podem se tornar alvos legítimos. O presidente Donald Trump foi informado sobre a escalada, que ameaça as negociações de paz em curso e gera incertezas sobre a segurança energética global.

Para tentar conter a volatilidade, a OPEP+ anunciou um aumento na produção de 188 mil barris por dia a partir de julho. Apesar da medida, o mercado monitora com cautela os riscos ao Estreito de Ormuz. A possibilidade de bloqueio desta rota vital para o transporte de energia tem elevado a percepção de risco entre investidores, reduzindo as expectativas de um acordo diplomático duradouro no curto prazo. A escalada militar pressiona as cotações, uma vez que a região é responsável por uma parcela significativa do suprimento mundial de petróleo.

Em contrapartida, o ouro mantém perdas, refletindo a reação distinta dos ativos de proteção diante da instabilidade geopolítica. Analistas do mercado financeiro observam que a volatilidade reflete o temor de que a crise resulte em interrupções prolongadas na produção. Enquanto a comunidade internacional monitora os desdobramentos, a pressão sobre os preços dos combustíveis permanece elevada, mantendo investidores em alerta sobre o impacto direto do conflito na economia global.

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