Preço do combustível de aviação deve seguir elevado até 2028
Crise no Estreito de Ormuz reduz oferta global e mantém custos operacionais das companhias aéreas em patamares recordes.
Pontos principais
- O fechamento do Estreito de Ormuz causou uma queda de 20% a 30% na oferta global de combustível de aviação.
- O combustível passou a representar 31% das despesas totais das empresas aéreas, pressionando a lucratividade.
- A Iata projeta que o lucro do setor aéreo global cairá de US$ 45 bilhões em 2025 para US$ 23 bilhões em 2026.
- A S&P Global estima que a estabilização dos preços ocorrerá apenas em 2028, considerando o tempo de recuperação das refinarias.
A crise geopolítica no Estreito de Ormuz continua a impactar severamente o setor aéreo global, com projeções da S&P Global indicando que a normalização dos preços do combustível de aviação só deve ocorrer em 2028. A interrupção na rota marítima reduziu a oferta disponível entre 20% e 30%, elevando o custo do barril a picos de US$ 188 em abril de 2026. Esse cenário impõe uma pressão significativa sobre as margens das empresas, que viram o peso do combustível subir para 31% de suas despesas operacionais. Mesmo com uma eventual reabertura da rota, a normalização da produção nas refinarias levaria cerca de cinco meses. Como consequência direta, a Iata estima que o lucro do setor aéreo global será reduzido pela metade neste ano, caindo para US$ 23 bilhões, enquanto a volatilidade deve persistir por um longo período.
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