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IATA projeta queda de 50% no lucro das companhias aéreas em 2026

Conflito no Oriente Médio e gargalos na cadeia de suprimentos devem reduzir o lucro líquido global do setor aéreo para US$ 23 bilhões em 2026.

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Foto: InfoMoney
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07/06 às 11:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O lucro líquido global deve cair de US$ 45 bilhões em 2025 para US$ 23 bilhões em 2026, com margens reduzidas a 2%.
  • O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os custos de combustível, que agora representam 31,4% das despesas operacionais.
  • A idade média da frota global atingiu o recorde de 15,2 anos devido a atrasos na entrega de novas aeronaves e motores.
  • A demanda por viagens segue resiliente, com expectativa de 5,1 bilhões de passageiros em 2026.
  • A competição por recursos com a indústria bélica global agrava a escassez de componentes e peças de reposição.
  • Lideranças do setor apontam que o aumento nas tarifas de passagens é inevitável para cobrir a elevação dos custos.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) revisou suas projeções para o setor aéreo global, indicando uma redução de 50% no lucro líquido para 2026, que deve atingir US$ 23 bilhões. O cenário, detalhado durante a 82ª Assembleia-Geral Anual no Rio de Janeiro, é pressionado pela escalada do conflito no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz provocou uma alta recorde nos preços do querosene de aviação, que agora representa 31,4% das despesas operacionais das companhias, forçando o setor a considerar um repasse inevitável desses custos nas tarifas de passagens.

Além da crise energética, o setor enfrenta dificuldades estruturais severas. O diretor-geral da IATA, Willie Walsh, destacou falhas críticas na cadeia de suprimentos aeroespacial, agravadas pela competição por recursos com a indústria bélica global. A escassez de motores e componentes mantém aeronaves paradas e eleva os custos de manutenção, elevando a idade média da frota global para o recorde de 15,2 anos. Apesar da compressão das margens para 2%, a demanda por viagens aéreas permanece resiliente, com a previsão de que 5,1 bilhões de passageiros sejam transportados em 2026.

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