Saída de capital estrangeiro pressiona real e derruba Ibovespa em maio
Investidores retiraram R$ 14,1 bilhões da B3 em maio de 2026, atraídos pelo desempenho das big techs nos Estados Unidos.
Pontos principais
- Investidores estrangeiros retiraram R$ 14,104 bilhões da B3 durante o mês de maio de 2026.
- O Ibovespa encerrou o mês com queda de 7,22%, impactado pela fuga de capital para ativos americanos.
- A alta das empresas de inteligência artificial nos EUA reduziu o apetite por ativos de mercados emergentes.
- A política monetária conservadora do Federal Reserve tem fortalecido o dólar globalmente.
- A falta de exposição direta do mercado brasileiro ao setor de tecnologia limita a atratividade do país em ciclos de alta do Nasdaq.
O mercado financeiro brasileiro enfrentou um mês de maio de 2026 marcado por uma intensa saída de capital estrangeiro, totalizando R$ 14,104 bilhões em retiradas da B3. Esse movimento de desinvestimento foi impulsionado pela forte valorização das empresas de tecnologia nos Estados Unidos, especialmente aquelas ligadas à inteligência artificial, que atraíram o fluxo global de investimentos para o mercado americano. Como consequência, o Ibovespa registrou uma desvalorização de 7,22% no período, evidenciando a dificuldade do Brasil em competir por capital diante da ausência de exposição direta ao setor de tecnologia.
Além da atratividade das big techs, o cenário externo é pressionado pela postura conservadora do Federal Reserve no combate à inflação, o que mantém o dólar forte globalmente. Apesar da pressão, instituições como o Bradesco avaliam que o real ainda possui suporte estrutural, sustentado pelo diferencial de juros e pela resiliência das exportações de commodities brasileiras.
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