O governo chinês financia a transformação de um antigo porto de tráfico de escravos em Ouidah, no Benin, em um novo polo turístico internacional.
A China está liderando um ambicioso projeto de revitalização na cidade de Ouidah, no Benin, com o objetivo de converter um dos locais mais emblemáticos do tráfico transatlântico de escravos em um destino turístico moderno. O sítio histórico, que abriga a famosa 'Rota dos Escravos' e o memorial 'Portão do Não Retorno', foi o ponto de partida forçado para cerca de 2 milhões de africanos durante o período colonial. O investimento chinês foca na infraestrutura da região costeira, buscando equilibrar a preservação da memória traumática do local com a promoção do turismo internacional. A iniciativa é vista como uma estratégia para impulsionar a economia regional, transformando um marco de sofrimento histórico em um espaço de visitação e reconhecimento cultural, enquanto consolida a presença de investimentos chineses em projetos de desenvolvimento urbano na África.
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